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A doença como sinal

Atualizado: 29 de fev.




Quando a doença surge, nosso corpo parece nos trair, desviando das funções "naturais". Mas e se houver um significado mais profundo por trás dela?


Imagine a doença como um sinal de trânsito, direcionando nossa atenção para áreas de nossa vida que talvez tenham sido negligenciadas.

Ela pode nos “obrigar” a reavaliar nossas prioridades e a relação que temos com nós mesmos.


Intuitivamente, às vezes até conseguimos ter pistas sobre o que o processo de doença quer dizer a respeito dos conflitos da nossa alma, quais emoções nossas precisam de maior cuidado.


Entretanto, é mais fácil e consistente quando temos ajuda de um psicólogo onde podemos endereçar nossas questões e estas pistas se clarearem.


O papel do psicólogo não é o de fornecer a mensagem que a doença traz, como se ele tivesse um “dicionário de doenças”, mas sim o de acompanhar a pessoa que procura em sua jornada de descoberta dessas mensagens, caso isso seja uma questão para ela.


Algumas doenças têm o potencial de mudar drasticamente para melhor com o andamento dos atendimentos psicológicos. Surpreendentemente, existem pessoas que viram suas enfermidades desaparecerem ou melhorarem muito ao longo deste tratamento.


No entanto, existem muitos cenários onde a doença permanece, mas ela adquire um novo significado para o indivíduo. A angústia que surge com o adoecer ganha um contorno simbólico, que permite enfrentar o caos que o processo de adoecimento traz.


A doença não define quem somos; ela é apenas um aspecto temporário em nossa trajetória. Não temos como evitar seu surgimento, mas podemos enfrentá-la de maneira mais atenta e cuidadosa.


Afinal, ela sempre estará por perto, sendo a finitude a nossa única certeza.


Lucas Protti

CRP 16/4446

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