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  • Foto do escritorlucas protti

A força das nossas histórias




Outro dia me perguntei: será possível trabalhar com pessoas e não apreciar histórias? Ouvir as histórias das pessoas (seus percursos, escolhas, decisões, alegrias, impasses, dúvidas...) é uma maneira de ter notícias de quão vasta é a diversidade entre os indivíduos, e, portanto, jamais devem ser menosprezadas.


Talvez não seja viável exercer a profissão de psicoterapeuta sem possuir, entre outras coisas, um apreço marcante pela palavra e um afeto espontâneo pelas pessoas, por mais diferentes que sejam de você.Todos os colegas de profissão que admiro, em primeiro lugar, possuem essas qualidades: uma curiosidade extrema pela variedade da experiência humana com o mínimo possível de preconceito.


Como afirma o psicanalista Contardo Calligaris, "a preocupação moral não é estranha ao trabalho psicoterapêutico, mas, para o terapeuta, o bem e o mal de uma vida não se decidem a partir de princípios pré-estabelecidos; eles se decidem na complexidade da própria vida tratada".


Ao longo da minha carreira como psicoterapeuta, tive o privilégio de ouvir centenas de histórias. Elas me ensinaram sobre a vastidão da experiência humana, sobre a força e a fragilidade que coexistem em cada ser. As histórias me mostraram que não existe um mapa pré-definido para a felicidade, mas que a própria jornada, com seus desafios e aprendizados, é o que nos permite crescer e evoluir. Sim, há obstáculos, perdas e sofrimentos que não podemos evitar, mas são esses mesmos desafios que nos convidam a encontrar a força interior e a construir a nossa própria felicidade.  


Acredito que a escuta atenta é uma ferramenta essencial para navegarmos nesse caminho, tanto para nós mesmos quanto para os outros. Que as histórias que ouvimos nos inspirem a sermos pessoas melhores, a construirmos relações mais autênticas e a contribuirmos para um mundo mais interessante e acolhedor.


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