top of page
  • Foto do escritorlucas protti

Amizade na vida adulta: por que parece tão desafiador?



"Na verdade, eu falo que não tenho tempo, mas eu que não dou prioridade a isso, né?”, me disse um rapaz esses dias, no consultório de psicologia. No entanto, a dificuldade em cultivar amizades durante a vida adulta é uma queixa crescente e compartilhada por muitos.


A falta de tempo é um dos motivos mais comuns e justificáveis, mas também, na clínica, acabamos escutamos os ruídos de uma desconfiança muito grande nos relacionamentos de forma geral. Então, quando acontecem eventos drásticos como, por exemplo, separações amorosas, essas pessoas se sentem ainda mais solitárias, sem rede de apoio.


Apesar de o pensar livremente que ocorre em uma psicanálise exigir um nível de confiança extraordinária, pautado em um vínculo, o psicólogo jamais substitui a necessidade de ter amigos.


Como nos diz Irving Yalom, a psicoterapia “não é um substituto para a vida, mas um ensaio geral para a vida. Embora ela exija um relacionamento íntimo, o relacionamento não é um fim — é um meio para um fim”.



Uma ideia comum é que a amizade simplesmente acontece naturalmente, por questão de sorte. Entretanto, ela exige um esforço de aproximação: os amigos não surgem de graça, conquistam-se.



Têm mais a ver com a qualidade do que com a quantidade. Em um mundo muitas vezes hostil e individualista, parece que vale a pena. “Ei, faz um tempão que não conversamos. Eu estava pensando em você. Como você está?", é uma mensagem simples e que muitas vezes gera efeitos surpreendentes.


Mas e você, quais são os pontos que encontra maior dificuldade para, na vida adulta, manter amizades?


Lucas Conforti Protti Psicólogo CRP 16/4446


1 visualização0 comentário

留言


bottom of page