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  • Foto do escritorlucas protti

Investigue sua insônia





As doenças nem sempre são derivadas das questões emocionais. Conversando com um amigo que também descobriu ter apneia do sono (eu tenho também), ele me contou que passou quase um ano falando sobre sua insônia com seu psicólogo.


Surpreendentemente, o psicólogo nunca sugeriu que ele consultasse um médico para fazer uma polissonografia. Em vez disso, ele pareceu atribuir a a insônia com diversos aspectos da vida dele, como o "medo de se entregar", o "medo de relaxar" e o "medo da morte" e outras interpretações que não surtiram nenhum efeito. 


A apneia do sono está presente em todo o mundo e, no Brasil, atinge a vida de quase 50 milhões de pessoas. Apesar do elevado número de doentes, somente cerca de 10% são diagnosticados. Infelizmente, muitas pessoas convivem com os efeitos negativos da doença e jamais descobrirão. A pessoa que não dorme direito, consequentemente, vai ter vários outros prejuízos, os quais podem levar a doenças como diabetes, hipertensão, depressão, entre outras.


Pois bem, dito e feito. Este meu amigo fez uma polissonografia e passou a tratar  apneia do sono e a sua insônia melhorou 90%. Não se tornou questão mais uma questão análise. Um ano falando sobre isso e não houve essa mínima sugestão/orientação. Será por que “analistas não dão sugestões, conselhos?” 


Um saber apenas não é capaz de solucionar o sofrimento humano. Em muitos casos, é necessário um trabalho interdisciplinar para tratar certos problemas de saúde. Aqueles que trabalharam em instituições diversas, principalmente nas instituições de saúde, como hospitais, unidades básicas, sabem da importância e dos desafios para que esse trabalho ocorra.


Claro que a psicoterapia desempenha um papel fundamental na ajuda a alguém a enfrentar os desafios que as doenças - independentemente da sua natureza - apresentam. Para além dos diagnósticos, tratamentos e medicamentos prescritos, é essencial lembrarmo-nos de que por trás de cada condição de saúde há sempre alguém que vive e sente, enfrentando os impactos de sua doença. Esse reconhecimento demanda um processo de reflexão e cuidado dedicado, tratando das emoções que acompanham esse proceso.


Entretanto, que não esqueçamos que, enquanto psicólogos, também somos trabalhadores da saúde e não vivemos em um mundo a parte dos outros saberes!


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