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  • Foto do escritorlucas protti

"O que fazer?" - É a pergunta que nunca deixa de nos assombrar




Vivemos imersos em uma cultura do fazer compulsivo, e isso não é novidade. Enquanto psicólogo, vejo que esse é um dos principais sintomas do contemporâneo.


As "obrigações" e os ideais a cumprir são tantos que nossa bússola ética e vital, que deveria orientar a questão 'que mundo quero criar para mim?", muitas vezes fica desorientada.


Desde a infância, somos condicionados a colocar a "cabeça" como o centro de nossas vidas. Isso resulta em nossas mentes constantemente em hiperatividade, 24 horas por dia; até mesmo durante o sono, elas permanecem ativas, gerando insônia, dificuldades de concentração, entre outros problemas.


Esse pensamento excessivo torna-se um vazamento contínuo de nossa energia vital, drenando-a. Sendo que, na verdade, precisamos de mais energia para criar e desbravar novos territórios existenciais à medida que a vida se desenrola.


Não é à toa que sistemas orientais como yoga, tai-chi-chuan e artes marciais enfatizam a importância de "pensar com a barriga", conectando-se ao corpo de forma sensível, produzindo ainda mais energia vital e certa tranquilidade para agir na vida.


Para muitos desses sistemas, a cabeça não é a origem do pensamento!


Essa energia surge também nos momentos de relaxamento, nas práticas que nos trazem prazer, nos bons encontroz, onde nosso sistema nervoso sai do “modo de luta e fuga”, encontrando um descanso de qualidade.


Trata-se de estar próximo da dimensão do sentir. Às vezes, cantar ao invés de pensar, amar ao invés de filosofar, ler poesia ao invés de prosa. Dançar, olhar a natureza, tudo o que faz o coração vibrar.


Se a pergunta sobre o que fazer nunca cessa, que possamos nos aproximar de um fazer que envolva o sentir, ou seja, que tenha coração. Todo fazer envolvem uma escolha e, consequente, um ganho e uma renúncia.


Todo fazer também estabelece um caminho, e um caminho não é mais que um caminho. Todos os caminhos são os mesmos, não conduzem a algum lugar. Mas se o caminho tiver coração, ele é bom. Se não tiver, ele não presta!


Isso também envolve a reflexão: quais são os elementos que drenam nossa energia vital? Como deixar para trás aquilo que não nos serve mais?


Fica para um próximo post!

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