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  • Foto do escritorlucas protti

Para onde vão os nossos silêncios ?




Muitos sabem que seria benéfico procurar um psicólogo para lidar com questões emocionais, mas acabam adiando essa decisão por muito tempo.


Esse fenômeno é intrigante, não é mesmo? Mesmo tendo consciência do que precisamos fazer, frequentemente falhamos em agir. Por quê?


Outros passam a semana toda pensando em discutir um tema específico em terapia, mas quando chega o momento, parece que as palavras fogem.


É por isso que em nenhuma das sessões com o psicólogo as pessoas são obrigadas a abordar nenhum assunto específico. Tudo o que é compartilhado é valioso e respeitado, até mesmo o silêncio.


Isso me faz lembrar quantas vezes ouvi no consultório as pessoas minimizarem seus próprios problemas em comparação com os de outras pessoas. Ou, ainda, sugerirem que não deveriam se preocupar com essas questões, pois "há problemas maiores na humanidade".


Os "pequenos" problemas, apesar de parecerem insignificantes superficialmente, podem ter um impacto devastador na qualidade de vida e merecem ser tratados com a mesma seriedade dos "grandes" problemas. Não existe uma escala objetiva para medir a importância dos problemas.


Aqueles que procuram terapia o fazem porque estão sofrendo de alguma forma e precisam que seus problemas sejam acolhidos e respeitados.


Além disso, é necessário tempo para construir um vínculo de confiança com o profissional, e esse tempo pode variar de pessoa para pessoa.


É verdade que falar sobre aquilo que nos incomoda pode ser desafiador. No entanto, guardar tudo para si também tem um custo elevado.


Afinal, para onde vão os nossos silêncios quando deixamos de expressar o que sentimos?


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