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  • Foto do escritorlucas protti

Se apaixonar é um dos riscos de estar vivo




Apaixonar-se é, para muitos, uma experiência temerosa: “como isso aconteceu justo comigo?”, alguns se perguntam no divã do psicanalista, desconcertados com esse novo estado das coisas..


Acreditam que, só por quererem conscientemente que isso não lhes aconteça, conseguirão controlar este acontecimento que é da ordem do imprevisível.


A paixão pode realmente esburacar as imagens ideais que os seres humanos criam deles mesmos, trazendo à luz sentimentos desconcertantes como: ciúmes, medo de perder o outro, intensa alegria, vergonha, entre outros, que são singulares a cada caso.


Muitos evitam a interação com seus semelhantes, talvez para poder conservar a ilusão de que os problemas decorrem do outro, já que é na presença deste - e não no isolamento - que surge a sensação de perturbação.


Alguns até afirmam com todas as letras que estão cansados de serem solteiros, que querem se apaixonar, encontrar um grande amor. Porém, quando essa possibilidade se aproxima da sua concretização, não suportam.


Passam a enumerar os defeitos do possível pretendente, encontrando justificativas para continuarem a perseguir o impossível.


Há os que não aguentam a intensidade do desejo alheio, e acabam preferindo aquelas pessoas que lhe tratam até com algum desinteresse, pois pelo menos assim alguma distância é mantida…


“Como eu posso ser tão interessante aos olhos do outro? Só pode ter alguma coisa errada com essa pessoa para ela ver isso tudo que ela diz ver em mim…”.


Pois é. Me diz, como?

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