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  • Foto do escritorlucas protti

Se você foi diagnosticado com algum transtorno mental



Quando os psiquiatras/neurologistas diagnosticam corretamente um transtorno, assim como prescrevem medicamentos para tratá-lo, muitas vezes eles melhoraram a qualidade de vida de muitas pessoas.


Entretanto, para alguns, o diagnóstico recebido facilmente se torna uma parte valiosa da sua identidade: elas passam a “ser” o transtorno. Demora pra descobrirem que podem ser algo além de uma “doença”.


Felizmente, após procurarem uma psicoterapia, alguns chegam a ter “insights como o de uma jovem que atendi: "Eu percebi que eu preciso parar de me fazer ser vista como sendo apenas um transtorno. Além disso, eu acabo falando muito disso com as pessoas que eu não tenho nem intimidade!".


No caso citado, essa constatação inclusive possibilitou que a pessoa conseguisse buscar novas amizades, descobrindo também outras ricas facetas de si mesma. No processo psicoterapêutico ela percebeu que, ao sempre trazer os assuntos relacionados ao transtorno nas conversas com as pessoas que estava conhecendo, acabava por afastá-las.


Existe sempre um ser humano por trás de cada um de cada um desses diagnósticos – um ser que sente, pensa e questiona! Um ser que, diferente dos remédios, não possui receita e nem bula.


Um exemplo corriqueiro disso é a chamada “depressão”: Como é a depressão em você? Você a sente mais em quais momentos? Quando começou? O que você acha que levou esse estado? O que é para você estar deprimido? Que horas ela se intensifica? Entre outras diversas outras questões que surgem durante um tratamento, demonstrando que “a depressão” não é uma coisa “estática” e idêntica para cada sujeito.


Isso é válido não apenas para diagnósticos relacionados a saúde mental, mas sim para todos os outros “nomes” e “classificações” da vida cotidiana que, ao invés de potencializarem a vida, podem acabar restringindo-a.

Em última análise, a jornada rumo ao bem-estar envolve mais do que simplesmente identificar e tratar diagnósticos. É necessário reconhecer a singularidade de cada ser humano, reconhecendo que por trás de cada rótulo há uma narrativa única e intrincada.


A psicoterapia emerge como uma espécie de bússola nessa viagem. Ao invés de serem definidos por suas condições, os sujeitos podem redescobrir-se de forma mais ampla, encontrando conexão, propósito e autenticidade.


Lembremos sempre do poder transformador do autoconhecimento e do apoio terapêutico, pois é através desse processo que verdadeiramente abrimos portas para uma vida significativa.



Lucas C. Protti

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