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  • Foto do escritorlucas protti

Uma prisão chamada perfeição




Uma das maiores prisões do ser humano talvez seja sua necessidade de tentar ser perfeito. Como afirmou Freud, "poderíamos ser melhores, senão quiséssemos ser tão bons".


Essa busca é fruto do sistema em que vivemos, e também pode surgir como uma forma de compensar sentimentos profundos de inadequação, frequentemente enraizados desde a infância.


Portanto, simplesmente "desprogramar essas "crenças limitantes", como prometem os gurus, coachs e "terapeutas quânticos" do Instagram, não é possível.


É por isso que uma psicanálise pode levar alguns anos. Algumas questões, como sentimentos de inadequação e feridas emocionais, só podem ser acessadas e elaboradas após um bom tempo de convivência e confiança.


Um psicanalista não pode garantir mudanças mágicas, mas sustenta a aposta de não perpetuar um estado de repetição sintomática constante. É uma busca por criar pequenos desvios nos territórios existenciais já adoecidos.


Talvez a relação com o psicanalista seja o primeiro lugar onde alguns se permitem não “serem tão perfeitos”, percebendo que é possível tirar algumas máscaras e criar laços mais significativos.


Laços esses que também nunca serão perfeitos, mas provavelmente serão mais autênticos.


Laços mais próximos do que chamamos de intimidade e autenticidade.




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