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  • Foto do escritorlucas protti

Viver é melhor do que sonhar?




Os sonhos impactam direretemente o nosso dia a dia, porém a maioria de nós não faz ideia da importância deles. 


Inclusive valiosas descobertas científicas, como a Teoria da Relatividade (por Albert Einstein), assim como a descoberta da estrutura do benzeno, na química (por August Kekulé), foram influenciadas pelos sonhos destes cientistas.


Para Freud, os sonhos são formações do inconsciente e estão articulados ao campo do desejo, trazendo materiais riquíssimos para a análise. Contudo, o único que pode interpretá-los é o próprio sonhador.


Não há um “dicionário de sonhos” que possa dizer sobre um significado “universal” dos elementos que surgem. Cada um fará as suas interpretações baseando-se na relação que possui com estes elementos, e o psicanalista o acompanha neste processo.


Entretanto, não é apenas a psicanálise que traze contribuições significativas para este vasto campo de estudo.


Sidarta Ribeiro, neurocientista e assíduo pesquisador multidisciplinar deste tema, em seu livro “O oráculo da noite — a história e a ciência do sonho” (2019), demonstra a importância do sonho para a solução de questões particulares e coletivas, percorrendo saberes como a psicanálise, a antropologia e a neurociências.


Para Sidarta, os sonhos têm a ver com o nosso bem-estar biopsicológico e são “uma forma ancestral de construção, de adaptação, de futuro, de alternativas e possibilidades. É importante para termos criatividade e flexibilidade cognitiva. E não é sobre nós mesmos, é sobre o nosso próprio umbigo, é sobre as relações”.


O sono é um dos reguladores da saúde, como à alimentação e os exercícios físicos. "Sem o sono profundo existe um prejuízo cognitivo, o aprendizado e atenção ficam prejudicados. Dormir é importante para consolidar memória, fazer triagem de memória, regulação emocional, diminuir a sua reatividade a estímulos negativos e agressivos, estimular a criatividade. Dormir é muito bom, e sonhar é a cereja do bolo" (Sidarta Ribeiro).


Portanto, viver pode até ser melhor que sonhar, como afirmou Belchior. Contudo, sonhar é imprescindível. Em todos os sentidos.


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